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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O AMOR DE DEUS E AO PRÓXIMO

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos” (Mt 22, 37 – 40). 

Falar do amor não é fácil e vivê-lo é mais difícil ainda. A dificuldade do falar está no risco que se pode ter, no risco da infinita possibilidade da contradição; ou seja, no falar que não corresponde ao agir. O testemunho de Jesus de Nazaré não é sinônimo de um discurso sobre o amor. Certamente ele falou do valor do amor, mas não disse dizendo, mas disse amando. Por isso, até os confins dos séculos foi, é e continuará sendo o modelo por excelência de pessoa essencialmente amorosa, portanto, plenamente humano. 

Toda reflexão honestamente cristã deve sempre partir de Cristo Jesus, o Filho do Amor. Se pudéssemos encontrar Jesus por aí e perguntar-lhe sobre a missão recebida de seu Pai a ser desempenhada no mundo, certamente responderia: Eu vim ao mundo para amar os seres humanos e pelo amor salvá-los de sua escravidão e solidão. Toda a mensagem evangélica resume-se no amor: este consiste na lei de Cristo. Conduzido pelo amor, o ser humano encontra a salvação. 

O amor fundamentou e deu sentido a todas as palavras e gestos de Jesus de Nazaré. Tudo fez e disse por amor ao ser humano. Portanto, amar é sair de si, é transbordar-se, doar-se, abrir-se, entrar em comunhão, expandir-se, é encontrar-se com Deus no próximo. Toda pessoa que procurar Deus no mais profundo de si e dedicar toda a sua vida numa relação ensimesmada sem o contato com o outro, pensando que encontrou a Deus, engana-se a si mesmo. Não se pode dizer que Deus está dentro de cada homem e por isso cada ser humano basta-se a si mesmo. 

A vida de Jesus de Nazaré sempre foi um constante encontro com as pessoas, com estas e suas circunstâncias. O outro sempre está no seu contexto. O outro é vida e suas relações, suas histórias, dramas, traumas, complexos, cultura, pensamento e expressões variadas de comportamentos. Eis que se nos apresenta um dos maiores desafios para amar o próximo: amá-lo na sua singularidade, nunca segundo o meu querer. O querer sobre o outro é sempre uma violência contra a sua liberdade. Nem a vontade de Deus se impõe, porque ele sempre propõe, jamais impõe nada a quem quer que seja. É uma falta de respeito e de amor querer que o outro atenda aos nossos caprichos satisfazendo, assim, as nossas vontades. 

Assim sendo, só existe amor onde há liberdade. Toda pessoa precisa da liberdade para amar de verdade. Logo, não há amor em toda relação pautada na dominação e/ou controle do outro. Também não há amor onde existe o apego: amar não é apegar-se. Ama-se quando se promove a liberdade do outro. O amor deve ser caminho de liberdade. A liberdade está intimamente ligada à gratuidade e esta, por sua vez, se traduz nas relações desinteressadas. O amor é livre e libertador e quem ama começa a experimentar já nesta vida o gozo da plena liberdade. 

O maior inimigo do amor não é o ódio, mas a indiferença. Muita gente se convence disso, mas insiste na prática da indiferença, que se manifesta na frieza, no esquecimento do outro, na insensibilidade. A intolerância, a perseguição, a incompreensão, o desprezo, a hostilidade e tantos outros males são manifestações da indiferença. Estes males escravizam as pessoas tornando-as infelizes. Não há autêntica felicidade fora do amor que se faz doação. 

O amor a Deus não quer dizer que Deus esteja carente e necessitado do nosso amor. Deus nos ama porque sabe que nós necessitamos do seu amor para vivermos, sermos salvos e felizes. Somente Ele é completo e é a fonte do verdadeiro amor. Com Deus aprendemos a amar o próximo; por isso que o amor a Deus de todo o coração, alma e entendimento é o maior e o primeiro mandamento. Deus nos ama na liberdade para nos tornar livres, na incondicionalidade para amarmos incondicionalmente o próximo. 

Inseridos na religião precisamos tomar cuidado com os sistemas religiosos. Estes são constituídos de leis, normas, códigos, regras, disciplina e de múltiplas orientações a respeito de tudo. Nada pode impedir a prática do amor. Nenhum sistema religioso pode se colocar acima do mandamento do amor. Ninguém está obrigado a obedecer a qualquer que seja a lei que se oponha ao amor a Deus e ao próximo. Nenhuma lei salva, mas somente o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm 5, 5). O fiel cumprimento dos preceitos religiosos não nos assegura felicidade nem salvação, mas somente o amor.

Neste sentindo, ensina-nos o apóstolo Tiago: “Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção deste mundo” (Tg 1, 27). Socorrer os órfãos e as viúvas em aflição significa colocar-nos a serviço dos empobrecidos e marginalizados; manter-se livre da corrupção deste mundo quer dizer que não devemos nos comprometer com as estruturas injustas, que geram as diversas formas de opressão existentes no mundo. O amor ao próximo consiste neste socorro do outro e neste manter-se (permanecer) livre da corrupção. 

A verdadeira felicidade do ser humano se encontra no amor, dom gratuito de Deus para ser vivido entre nós, seres humanos: é caminho de humanização. Por isso, é tempo perdido buscarmos nossa felicidade fora do amor. O que existe fora deste é a ilusão de tudo aquilo que passa, porque somente o amor permanece para sempre. 


Tiago de França 

Postado por Caminhando com Jesus / domingo, 23 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O SONHO DE DOM BOSCO

Dom Bosco teve sonhos proféticos. Um deles foi assim: ele viu a barca da Igreja em meio a uma grande tempestade: ondas encapeladas, um vento terrível. Na frente da barca da Igreja estava o Papa, de braços abertos, conduzindo-a. Atrás dele estava a cristandade enfrentando toda aquela tempestade. 

Então, Dom Bosco observou que o Papa estava conduzindo a barca para uma direção. E viu duas colunas. Em cima da coluna menor estava a imagem de Nossa Senhora, e em cima da coluna mais alta estava a Eucaristia. Quando a barca da Igreja se colocou no meio daquelas duas grandes colunas, todo o mar se acalmou! O que Jesus afirmou aconteceu: 

"E Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16,18).

Esse sonho é profético! Se a barca da Igreja, hoje, está nessa tempestade, é porque a família está em tempestade! A Igreja é formada pelas "Igrejas domésticas" que são as nossas famílias. E o Papa está conduzindo a barca da Igreja, a barca das nossas famílias, na direção de Maria e da Eucaristia. Nunca houve um Santo Padre que insistisse tanto nesse assunto como o saudoso João Paulo II. Ele (assim como todos os Papas que existiram e, agora, Bento XVI) conduziu e agora Bento XVI continua conduzindo a família, em meio a essa tempestade, na direção certa. É preciso que estejamos com o Papa, o sucessor de Pedro e o representante de Jesus Cristo na Terra! 

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 9 de setembro de 2012

A VIDA É A ARTE DOS BONS ENCONTROS!


Amigos, há um mês estávamos vivenciando o XI Encontro Internacional em Brasília. Ainda temos presente o calor da acolhida fraterna, os novos amigos que fizemos na equipe mista e em outros momentos. Realmente mais um sopro do Espírito Santo ao do Padre Caffarel, a realização destes encontros para solidificar o movimento.

Como os apóstolos após a transfiguração, descemos da montanha e agora estamos na planície ousando o evangelho, pórem não é fácil. Deus nos ajude no anúncio da boa nova!

Bom final de semana!

Alexandre


A VIDA É A ARTE DOS BONS ENCONTROS!

É nos bons encontros da vida que garantimos os vínculos de existências saudáveis.

É no encontro com a terra que a semente germina. É no encontro com a água que os peixes multiplicam a vida. É no encontro com a luz que tudo adquire identidade e vigor. É nos bons encontros da vida que garantimos os vínculos de existências saudáveis. A vida é a vasta rede dos mil encontros que vai configurando a própria história pessoal. Viver é encontrar-se e encontrar-se é viver.

No acontecer da vida, um dos componentes mais surpreendentes é o encontro. Cruzamos uns com os outros nos caminhos da vida. Tropeçamos em tantos pés e, no entanto, em raras ocasiões nos encontramos. Existem muitas formas de encontros: há encontros fortuitos, outros evitados, tantos provocados e desejados e tantos rejeitados. Também são diversos os níveis de encontro: físico, amistoso, comercial, familiar, profissional, social, religioso etc. Porém, não é comum, nem fácil, o encontro profundamente humano.

Tantos encontros deixam marcas ruins e lembranças indesejadas, outros são tão superficiais que logo passam ao esquecimento. Há encontros que geram alegria e outros, tristeza. Acontecem encontros que mudam o rumo da história pessoal e se eternizam num amor comprometido. Há encontros que escravizam e outros que libertam. Muitos encontros enriquecem a vida, outros a empobrecem.

A vida é a arte dos bons encontros. Não podemos ignorar que esta arte vem carregada de responsabilidade. A pessoa não é um terreno de invasões. Nem Deus invade e nem arromba a porta da liberdade de seus filhos para provocar encontros. Pela imensa sacralidade de cada pessoa, todo o encontro precisa ser precedido por um imenso respeito e cuidado.

A arte dos bons encontros não é comum. Em todos os dias manejamos coisas, tratamos com pessoas e nos enfrentamos com muitos acontecimentos vitais. Porém, para que aconteça um bom e verdadeiro encontro temos que nascer sempre de novo, nos despojar dos preconceitos, nos libertar dos mecanismos de defesa e nos abrir para uma comunicação solidária e amorosa.

Para que aconteça um bom encontro necessitamos desalojar de nosso coração todas as resistências e obscuridades que impedem a transparência e a comunicação. Como em tudo o que faz parte da gratuidade do amor, a iniciativa do bom encontro é sempre de cada um de nós. Aqui vale o empenho da confiança para podermos ser acolhedores de quem vem ao nosso encontro. Confiança não é louca ingenuidade, mas confiança prudente de quem sabe a arte do necessário cuidado.

A sagrada experiência humana dos bons encontros não se improvisa. Encontros que geram amizade, mútua ajuda e comunhão de destino precisam ensaiar um caminho de aprofundamento, gradual e progressivo de conhecimento, confiança e corresponsabilidade. Um antigo filósofo dizia que “só seremos amigos verdadeiros, depois que comermos juntos um alqueire de sal”. Com isso confirmava que os bons encontros garantem a durabilidade, na medida de sua alegre seriedade.

Luiz Turra

Fonte: 
Edição 5.305 – Ano 104 – Caxias do Sul - RS, 25 de julho de 2012.

Publicado no Blog:
http://alexandrealana.blogspot.com.br/http://alexandrealana.blogspot.com.br/

MENSAGEM DO PAPA - ENCONTRO INTERNACIONAL DAS EQUIPES DE NOSSA.SENHORA

Boletim da Santa Sé


Eminência Reverendíssima,
O Sumo Pontífice, informado da realização em Brasília do XI Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora, me incumbiu de vir por este meio fazer chegar a sua paterna saudação aos participantes e a todos casais do Movimento nascido duma clarividente intuição pastoral do Servo de Deus Henri Caffarel, sacerdote, e cuja missão não viu diminuir, com o passar do tempo, sua atualidade e urgência, antes de certa forma aumentou à luz dos problemas e dificuldades que o matrimônio e a família experimentam hoje rodeados por uma atmosfera de crescente secularização.
Neste contexto, os casais das Equipes de Nossa Senhora proclamam, não tanto com palavras como sobretudo com a vida, as verdades fundamentais sobre o amor humano e sobre o seu significado mais profundo: «Um homem e uma mulher que se amam, um sorriso de criança, a paz de um lar: eis uma pregação sem palavras, mas extraordinariamente persuasiva, na qual cada homem pode já pressentir, como que por transparência, o reflexo de outro amor e o seu apelo infinito» (Paulo VI, Aos casais das equipes de Nossa Senhora, 4 de maio de 1970).
Claro, este ideal pode parecer demasiado alto. Por isso mesmo, o Movimento incentiva os seus membros a beberem constantemente nas fontes da graça do sacramento do matrimônio e da participação na Eucaristia dominical; para além do recurso à graça dos sacramentos, lhes propõe, com grande sabedoria, um «método» rico de compromissos e sugestões simples e concretas para viverem no dia a dia a espiritualidade encarnada de esposos cristãos.

Entre eles,sublinha-se o «dever de sentar-se», isto é, o compromisso de manter periodicamente um tempo de diálogo pessoal entre os cônjuges, durante o qual fazer presente um ao outro, com toda a sinceridade e num clima de escuta mútua, os problemas e os assuntos relevantes para a vida de casal.

No nosso mundo tão marcado pelo individualismo, o ativismo, a pressa e a distração, o diálogo sincero e constante entre os esposos é essencial para evitar que surjam, cresçam e endureçam incompreensões que, infelizmente, muitas vezes acabam em rupturas insanáveis que já ninguém ajuda a consertar. Por isso, cultivem este valioso hábito de sentar-se um ao lado do outro para falarem e se ouvirem, para compreenderem um ao outro sempre de novo no meio das surpresas e dificuldades do longo caminho.
Dentro de três íneses estaremos comemorando o cinqüentenário da abertura do Concilio Vaticano II, que, em muitos dos seus documentos, ofereceu à Igreja do nosso tempo uma visão renovada do valor do amor humano, da vida conjugai e da família; nessa ocasião começaremos o Ano da Fé, para reencontrar toda a vivacidade e a alegria do anúncio da fé no nosso mundo e no nosso tempo.

Sua Santidade Bento XVI convida os casais cristãos á serem «o rosto sorridente e doce da Igreja», os melhores e mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé, dom de Deus oferecido com largueza e generosidade a todos, para que possam encontrar cada dia o sentido da sua vida.


E, como sinal de gratidão eclesial, de estímulo para os novos desafios em aberto e como penhor de graças e luzes do Alto para os trabalhos do XI Encontro Mundial das Equipes de Nossa Senhora, o Santo Padre concede aos participantes e respectivas famílias a implorada Bênção Apostólica.
Aproveito o ensejo para testemunhar a Vossa Eminência Reverendíssima os meus sentimentos de fraterna estima em Cristo Senhor.


Vaticano, 5 de julho de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

HÓSTIA

Tão logo um católico escute a palavra “hóstia”, o primeiro pensamento que lhe vem à mente é o pão ázimo, cortado em formato circular, ofertado e consagrado a cada Liturgia Eucarística – pão este que provavelmente tenha origem na “matzá”, o pão sem levedura utilizado na tradição judaica na celebração de Pessah (Páscoa – Passagem), cujo uso remete a uma prescrição mosaica (cf. Ex 12, 15).

Porém o termo “hóstia” tem sua origem no vocábulo latino “hostia”, que vem a significar oblação, vítima. E reconhecendo no dom eucarístico do Pão Consagrado a presença real e transubstancial do Cordeiro Imolado (cf. Apo 5, 6-14) , a vítima perfeita que livremente ofertou-se ao Pai em favor da humanidade (cf. Heb 10, 10-14), é que esse termo latino passou a ser empregado ao pão ázimo que é consagrado e distribuído aos fiéis, na liturgia latina. Por extensão, a mesma palavra acabou sendo utilizada de modo mais genérico a todo pão ázimo para uso litúrgico.

Sendo “hóstia” sinônimo de oblação e vítima, neste último caso em referência a “vítima pascal” - cujo cordeiro da Antiga Aliança era uma prefiguração do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29), o uso dessa terminologia evidencia a relação da Eucaristia (a Ação de Graças por excelência) com a paixão, morte e ressurreição de Cristo. A instituição do Sacramento da Eucaristia não pode ser isolada de seu contexto fundante, a “Paixão de Cristo”, ou seja, o “Amor do Esposo”, amor este que o leva a se entregar em radical “kenosis” (esvaziar-se , entrega) por toda a humanidade, e o faz aceitar o sofrimento, a cruz e a morte. Cristo como um Novo Adão “adormecido” no leito da cruz, tem de seu costado retirado “sangue e água”, em cujo simbolismo os santos padres (na linha da teologia joanina, cf. I Jo 5, 6-8) viram como sinais da Eucaristia e do Batismo, sacramentos comuns a todos os que são inseridos na Igreja. Deste modo, todos os que receberam o Batismo e comungam da Eucaristia, tem suas vidas renascidas em Cristo, mediante a inserção destes na Igreja, que é a Esposa (Apo 21, 2.9.17). Por fim, ao terceiro dia, o Cordeiro que fora imolado, ressuscita, para então completar esse “Mistério da Fé” que nos é garantia de vida eterna (cf. Jo 6, 51).

O uso da expressão “hóstia” (vítima) não está relacionado tão somente ao aspecto sacrifical da Eucaristia, pois essa “Vítima Pascal”, passando pela Ação de Graças da Quinta-feira Santa (a Paixão), foi livremente ao encontro da cruz e da morte, passou pela sepultura, para dentre os mortos recobrar a vida, findando tal “passagem” (Páscoa). Se Cristo pode ressuscitar é porque anteriormente havia morrido, assim todos esses elementos se inter-relacionam, se complementam. O Cordeiro Imolado está miraculosamente vivo, ele ostenta as chagas como sinal de sua vitória sobre a morte (cf. Apo 5, 6-14).

A graça de Deus vai progressivamente, pela ação do Espírito Santo, plasmando a imagem de Cristo em cada batizado, isto por meio da Igreja, que como Esposa do Cordeiro, gera, nutre e educa a todos os que nasceram pelo Batismo. Assim de certo modo, os elementos terrenos da vida de Jesus – todos redentores, são misticamente configurados em cada um de seus discípulos. Vamos encontrar em vários cristãos que, de certo modo puderam participar dessa oblação existencial de Cristo, a eles a Igreja assiste com o Sacramento da Unção dos Enfermos. E mesmo os que não passaram pela cruz da enfermidade, são chamados pelo Apóstolo a se configurarem mais intimamente a Cristo, ao se oferecerem livremente “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, este será o vosso culto espiritual” (Rm 12, 1).

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