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domingo, 1 de setembro de 2013

DEVER DE SENTAR-SE ... NO OUTONO DA VIDA (DINÂMICA DA EQUIPE 12 - SETEMBRO DE 2013)

DEVER DE SENTAR-SE... NO OUTONO DA VIDA

O dever de sentar-se não é estático. Ele modifica-se, como a própria vida, e tem suas idades, como o amor. Precisa estar em constante renovação: recém-casados ou já amadurecidos, com os filhos pequenos ou já grandes, na ausência momentânea de um dos cônjuges, ou na sua ausência definitiva, quando tiver regressado para junto do Pai...
No começo do casamento, cada um dos cônjuges tende a seguir sua própria psicologia, masculina ou feminina. Assim vão surgindo divergências no modo de pensar, de ver as coisas, de sentir, de agir e, imperceptivelmente, marido e mulher podem começar a distanciar-se um do outro .
Se não se precaverem, existirá um dia, um abismo entre si e não mais conseguirão entender-se. Poderão acomodar-se à situação, levando uma vida paralela, resignados ao fracasso, ou explodir em crise, crise que se não for bem contornada, poderá levar à ruptura.
A intimidade do casal requer sempre um recomeçar. Nunca é definitivamente alcançada, e o dever de sentar-se é um dos meios mais eficazes para consegui-la progressivamente. . . .
Já ouvimos muitas vezes a definição do Dever de sentar-se: "Um longo momento que marido e mulher passam juntos calmamente, todos os meses, para um balanço de sua vida, sob o olhar de Deus". No momento, todos nós sabemos que é um dos pontos onde há mais falhas, maiores dificuldades. . . .
A vida desgasta, separa; cada cônjuge tem seu caráter, seus gostos, seu temperamento. É preciso harmonizar tudo isso. É preciso, acima de tudo, planejar sempre a vida em comum e a vida do lar: e planejar não significa apenas fixar horários, programas, atitudes. Planejar é pôr as partes em contato, as pessoas em comum acordo, respeitando cada um as fraquezas do outro e valorizando suas qualidades. Planejar é, sobretudo, dialogar, comunicar o mais íntimo de si, conservar o entusiasmo, a grandeza e o ideal do matrimônio cristão como no primeiro dia de casados.
Se, é importante planejar quando se é jovem, quando se esta na primavera, também é importante fazer planos quando se está no outono... e, por quê não, também para o inverno, quando ele se aproxima... É que o inverno é uma estação dura, difícil, longa... Há o frio. E como é penosa a falta de calor!... Mais penoso ainda é o frio no coração, na vontade, na alma, no amor... há a neve: gelo que mata a colheita, que seca os prados, que apaga as cores e afugenta as aves... e, que Deus nos livre de uma lareira apagada durante o inverno!
Então vamos sentar calmamente na presença de Deus para planejar o outono de nossas vidas, antes que possa nevar em nossas cabeças, vamos conversar, trocar idéias, fazer uma revisão de nossa caminhada na primavera e no verão que ficaram para trás...
Que as tristezas, que os erros, que os desacertos, que os pequenos desamores, que todos os obstáculos do caminho sejam vistos com olhos novos, com os olhos da experiência, com. os olhos de quem aprendeu a discernir o dedo de Deus em todos os passos do caminho. E que as alegrias, as coisas felizes nos sirvam de estímulo para a entrada do inverno que se anuncia.
Que esta troca de idéias, singela, humilde, franca, seja ao mesmo tempo acolhimento de um para o outro, compreensão mútua, ação de graças, fume resolução de olhar sem temor para o futuro que nos aproxima cada vez mais de Deus.
Que cada um de nós, velhinhos de coração jovem, encare com toda confiança a nova fase do amor que os espera e que, vivida sob o olhar de Deus, pode ser a beleza serena do entardecer.

AS QUATRO ESTAÇÕES DO DEVER DE SENTAR-SE.

1. Nosso dever de sentar-se é como o OUTONO que produz frutos saborosos? Ou produz frutos amargos e azedos?
2. É como o INVERNO que gela o relacionamento do casal? Ou tem a lareira do amor para aquecê-lo?
3. É como a PRIMAVERA que floresce o jardim do amor? Ou produz flores sem aroma e espinhosas?
4. É como o VERÃO que queima e seca? Ou derrete o gelo do nosso coração e aquece o nosso amor conjugal e familiar?"

fonte: Site interequipes grupos ENS

REZAR E AMAR, AMAR E REZAR - (DINÂMICA DA EQUIPE 12 - SETEMBRO DE 2013)

É preciso rezar o Pai-Nosso, assim como outras orações, não como uma simples repetição de palavras, mas meditando cada palavra com muito amor, sabendo e saboreando o que estamos rezando. É a oração completa, nela contém toda a graça do nosso crescimento espiritual.
Rezar e amar; amar e rezar é o segredo dos santos.

(Monsenhor Jonas Abib - Comunidade Canção Nova)

REFLEXÃO ESPIRITUAL. DOS SERMÕES DE SANTO AGOSTINHO - (DINÂMICA DA EQUIPE 12 - SETEMBRO DE 2013)

Reflexão Espiritual. Dos Sermões de Santo Agostinho, (Sermo 23A,1-4: CCL 41,321-323)

Felizes de nós, se o que ouvimos e cantamos também executamos. A audição é nossa semeadura, e nossos atos, frutos da semente. Disse isto de antemão para exortar vossa caridade a não entrardes sem fruto na igreja, ouvindo tantas coisas boas sem realizá-las. Porque por sua graça fomos salvos, assim diz o Apóstolo, não por nossas obras, não aconteça alguém se ensoberbecer (Ef 2,8-9) pois por sua graça fomos salvos (Ef 2,5). Pois não precedeu nenhuma vida virtuosa que Deus pudesse amar e dizer: “Ajudemos, socorramos estes homens porque vivem bem”. Desagradava-lhe nossa vida, desagradava-lhe em nós tudo o que fazíamos, mas não lhe desagradava o que ele mesmo fez em nós. Por isto, o que nós fizemos, ele o condenará; o que ele próprio fez, ele o salvará.

Não éramos bons. Mas ele se compadeceu de nós e enviou seu Filho para morrer não pelos bons, mas pelos maus, não pelos justos, mas pelos ímpios. Na verdade Cristo morreu pelos ímpios (Rm 5,6). E como continua? Mal se encontra alguém que morra por um justo, pois talvez alguém se atreva a morrer por um bom (Rm 5,7). Quiçá haja alguém que ouse morrer por um bom. Mas pelo injusto, pelo ímpio, pelo iníquo, quem quererá morrer? Só Cristo, para que, justo, justifique até mesmo os injustos.

Não tínhamos, meus irmãos, nenhuma obra boa, mas todas eram más. E sendo tais os atos dos homens, sua misericórdia não abandonou os homens. Deus enviou seu Filho, para remir-nos, não por ouro, não por prata, mas ao preço de seu sangue derramado, cordeiro imaculado levado como vítima pelas ovelhas maculadas, se é que só maculadas e não totalmente corrompidas!

Recebemos então esta graça. Vivamos de modo digno dessa graça e não façamos injúria à grandeza do dom que recebemos. Tão grande médico veio a nós e perdoou todos os nossos pecados. Se quisermos recair na doença, não só nos prejudicaremos a nós mesmos, mas seremos ingratos ao próprio médico.

Sigamos os caminhos que ele próprio indicou, muito em especial a via da humildade, via que ele mesmo se fez por nós. Mostrou-nos pelos preceitos o caminho da humildade e criou-o padecendo por nós. Com o intuito de morrer por nós – e sem poder morrer – o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14), para poder morrer por nós, aquele que não podia morrer. E com sua morte matar nossa morte.

Fez isto o Senhor, isto nos concedeu. O excelso humilhou-se, humilhado foi morto e, ressurgindo, foi exaltado, a fim de não nos deixar mortos nas profundezas, mas de exaltar em si na ressurreição dos mortos aqueles que já agora exaltou pela fé e o testemunho dos justos. Deu nos então a humildade como caminho. Se nos agarrarmos a ela, confessaremos o Senhor e com toda razão cantaremos: Nós te confessaremos, Senhor, confessaremos e invocaremos teu nome (Sl 74,2).

TENSÃO ESCATOLÓGICA! O QUE É ISSO?

É viver a santidade na expectativa da vinda gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esperar amando, sofrendo, com misericórdia, paciência, rezando, lutando contra o pecado, esforçando-se, com domínio próprio, fraternidade, constância, piedade...
É Deus mesmo quem nos dá a capacidade de viver assim! É assim que confirmamos nossa vocação sem tropeço, nos garante a Sagrada Escritura.
Você aceita viver assim?
Quem já aceitou compreendeu profundamente a coerência da vida cristã e da felicidade.
Boa escolha!

Ricardo Sá - Comunidade Canção Nova

MEDITAÇÃO - GASTE SUA VIDA PELO REINO DE DEUS - (DINÂMICA DA EQUIPE 12 - SETEMBRO DE 2013)

Gaste sua vida por causa do céu. Há uma passagem na Bíblia chamada o "Bom Samaritano" (cf. Lucas 10:25-37), nela está escrito que este homem [bom samaritano] encontrou um doente na estrada, cuidou dele e o levou para a hospedaria e lá ele continuou cuidando do enfermo. Mas houve um momento em que teve de partir. Então, ele deu dois denários para que cuidassem do enfermo, dizendo que se faltasse algo daria ao voltar.

Santo Agostinho diz que este "Bom Samaritano" é Jesus e que o "dono da hospedaria" somos nós, e que o que "gastarmos" com os demais, Ele, o Senhor, nos pagará na vinda d’Ele. Ele lhe pagará a mais, por isso, gaste a sua vida pelo Reino de Deus, pelos próximos. Consuma-se por inteiro!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova