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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O QUE É O CASAMENTO?


Programa: Pensar como Jesus Pensou apresentado pelo Padre Zezinho na TV Aparecida
www.tvaparecida.com.br

domingo, 27 de novembro de 2011

MILAGRES EUCARÍSTICOS



Programa ESCOLA DA FE - tema:Corpus Christi - do dia 11/06/2009
Apresentado pelo Professor Felipe Aquino - Canção Nova

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

REUNIÃO DE BALANÇO: AVALIAR PARA CRESCER

Todos os anos, no mês de novembro, as Equipes realizam a sua reunião de Balanço. “Ela proporciona a todos os componentes da equipe a oportunidade de refletir e dar sua opinião, abertamente e com espírito cristão, sobre a situação da equipe, (sua caminhada, seus progressos ao longo do ano que termina) e preparar o ano seguinte. Não se pode esquecer que o mais importante é buscar a vontade de Deus para o casal e para a equipe, e discernir seu apelo para viver, mais autenticamente, o amor caridade, que é a alma de toda a comunidade cristã” (Guia das ENS Cap. VI, C, c).
Não façamos da reunião de Balanço “um balanço contábil”, em que basta somar ou diminuir os dados colhidos e fazer uma demonstração de projeção para o futuro. Balanço é voltar pelo caminho feito e rever os passos dados: como pessoa, como casal e como equipe. Sem medo, coloquemos lado a lado a nossa vida e as exigências das Equipes de Nossa Senhora, assumidas livremente.
O Balanço será ocasião para nos conhecermos melhor como pessoa, como esposo/esposa, como casal equipista. Poderemos nos perguntar: Estamos plantando a semente da vinha do Senhor? Estamos dando a oportunidade para que a nossa Equipe seja o solo fértil? Conseguimos, neste ano, alcançar um crescimento conjugal e familiar? Nossa equipe progrediu neste ano como comunidade de ajuda mútua no caminho da santidade?
O Padre Caffarel desde o início deixou bem claro: As Equipes de Nossa Senhora existem para aqueles que querem buscar a santidade. Não há Balanço sem consciência clara desta meta, sem a convicção do compromisso assumido e sem um reconhecimento do valor e da eficácia dos instrumentos e pedagogia colocados pelo Movimento ao nosso serviço.
É Deus quem nos chama à santidade e este mesmo Deus nos ama com um amor de infinita misericórdia. Ele conhece a nossa fragilidade e as dificuldades que temos em levar a cabo o que nós próprios decidimos fazer. Alegremo-nos com as conquistas que Deus nos permitiu e, ao mesmo tempo, retomemos corajosamente os esforços em direção aos objetivos ainda não plenamente alcançados, confiantes que Deus sempre estará conosco.
Preparemo-nos para a nossa reunião de Balanço de 2011 com humildade, responsabilidade e coração aberto, com a certeza de que Jesus está no centro a nos escutar. O saldo do nosso Balanço será positivo se a prioridade for Deus.
Socorro e Jura
CRS B - Brasília-DF
 
Texto extraído da Carta Mensal de Novembro de 2011
Utilizado como texto auxiliar na Reunião do Balanço - Novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O PREÇO DE UM RESGATE

A missa transcorria dentro do normal quando o jovem padre, no lugar dos avisos dominicais, chamou um senhor para que esse lhes contasse uma história.

Depois dos costumeiros cumprimentos, disse aos que lá estavam:
O que vou contar a vocês aconteceu comigo alguns anos atrás. Um pai, seu filho e o amigo dele estavam navegando em pleno mar aberto quando foram surpreendidos por uma tempestade. Mesmo sendo experiente, o pai não conseguiu evitar que a força das ondas arrastasse o seu filho e o amigo para dentro do mar. Sem demora o pai pegou a única bóia de resgate que havia e teve que tomar uma difícil decisão: a qual dos jovens deveria lançar a bóia. Não tinha muito tempo. Sabia que seu filho era temente a Deus, sério cumpridor dos mandamentos; mas seu amigo, infelizmente não era. Como a angústia aumentava na medida em que a tempestade também ficava pior, o pai não teve dúvidas. Gritou ao seu filho:
— Querido, sabes que eu te amo e que Deus é todo misericordioso, lança-te nas mãos dele e recomenda-te a Maria Santíssima!

E atirou a bóia para o outro, salvando-o. Seu filho, no entanto, desapareceu nas ondas e nem mesmo seu corpo foi encontrado.
Todos olhavam com atenção, e ele concluiu:
— O pai tomou essa decisão, pois sabia que seu filho, morrendo, iria para Deus, mas temia pelo destino do seu amigo, que trilhava o mau caminho. Por isso escolheu abandonar o filho e salvar o outro.
Depois dos aplausos, no final da missa, um jovem veio ao encontro do senhor e disse:
— Foi uma bela história. Reconhecemos nela o Amor que Deus tem para conosco, entregando seu Filho para a nossa salvação. Mas, no caso real, será que esse pai agiu corretamente, apostando a vida do seu filho na conversão do outro? Será que este se converteu?
E o senhor, numa dor expressiva, concluiu:
— Compreendo o que você diz. Pode ser que ele não tivesse visto bem a realidade no angustiante momento de tomar aquela terrível decisão. É bem possível. Mas tenho algo a lhe dizer: que esse pai sou eu, e o amigo de meu filho, é este jovem Padre, seu Pároco.
Moral da história:
Muitas vezes devemos sacrificar o que nos agrada para que possamos ver a graça ou o milagre que Jesus quer fazer em nossa vida. Sacrifício significa amor, confiança e entrega. Deus reserva o melhor para você, confie no seu Amor e se lance na sua Misericórdia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ANTES QUE ELES CRESÇAM - Série de Textos Auxiliares

ANTES QUE ELES CRESÇAM
Affonso Romano de Sant'Anna
    Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
    É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
    Crescem sem pedir licença à vida.
    Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
    Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
    Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
    Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
    Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
    A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...
    Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
    Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
    Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
    E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
    Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
    Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
    Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
    Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
    Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
    Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
    Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
    No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
    Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
    Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
    Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
    Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
    E que a conquistem do modo mais completo possível.
    O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
    O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
    Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
    Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
    Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.