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sexta-feira, 8 de julho de 2011

NOSSA SENHORA DO CARMO

O dia de Nossa Senhora do Carmo é comemorado em 16 de julho.
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Nossa Senhora do Carmo
Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra, alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior Geral para os mesmos. Em 1245, foi ele eleito para desempenhar este cargo. Encontrou ele dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, com seus 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pedia a proteção de Maria. Orava ele em sua cela, quando viu um clarão, na noite de 16 de julho de 1251. Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: "Recebe, filho queridissimo, este Escapulário de tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno".

Desde aquele 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo jamais deixou de amparar seus devotos, revestidos do Escapulário.

Passaram sete séculos, Milhões de cristãos, trouxeram o Escapulário de Maria.

É verdade que aqui e acolá surgem vozes, negando a aparição e, por consequência, a devoção devida a Maria.

O maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o Anglicano Launoy, dizendo que é uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só um desprezador da Religião podia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado e as dúvidas persistiram. Foi devido aos ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro, denominado "Viridarium", escrito em 1398 por Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela atividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com S. Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é S. Simão Stock, o sexto superior geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a aparição, a 16 de julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordeus, na França, quando visitava a Província de Vascônia em 1261.

Infelizmente, a biblioteca de Bordeus foi queimada um século depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio.

Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e, ao fundar a Igreja anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas.

Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: "De multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae". Nesta obra, contava as terríveis perseguições que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da aparição de Nossa Senhora . Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas. O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados.

Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino.

Em 1262, um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas.

Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, ocorrida em 1261, foi sepultado em Arezzo, a 10 de janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830 quando foi exumado seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha ao Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História.

Em 1820, numa Assembléia, em florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em julho de 1287, em Montpelier, França.

As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo.

Diante disto, John Haffert diz: "Conclui-se, portanto, que a aparição da Santíssima Virgem a S. Simão Stock é, historicamente, seríssima".

Uma vez demonstrada a historicidade da aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

(Artigo escrito por Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba para o Jornal Gazeta do Povo - Fonte: Portal Santuário Nossa Senhora do Carmo)

terça-feira, 5 de julho de 2011

POÇO DE JACÓ E OS PONTOS CONCRETOS DE ESFORÇO


O Evangelho de João, em seu quarto capítulo, relata o encontro de Jesus com a Samaritana. O texto tem uma riqueza simbólica extraordinária, uma mensagem evangélica belíssima e nos traz um horizonte infindável de reflexões. Vamos tentar nos transportar para o nosso dia a dia do Movimento, mais especificamente, para vivência dos Pontos Concretos de Esforço (PCEs).

Trata-se do encontro de uma samaritana com Jesus vivo, através da água viva, e a partir daí, sua conversão, comunhão e testemunho para seu povo.

Os PCEs foram pensados para que vivamos esse encontro, e não para que se transformem numa obrigação ou numa espécie de rotina. Eles são um convite à mudança, à conversão, conversão à vida, aquela que Jesus veio trazer e para qual nos convida: “A água que Eu lhe darei vai se tornar uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.

Façamos então algumas reflexões, utilizando esta rica passagem bíblica, sobre a nossa vivência dos PCEs e as nossas mudanças de atitudes de vida.

Escuta da Palavra:

Jesus disse à samaritana:“Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E Ele daria a você água viva”. Ele mesmo, o Verbo de Deus, que fez brotar no coração da samaritana – e no nosso – a água viva. A nossa conversão, contínua, deve ser fruto do encontro com Cristo.

Estamos realmente experimentando a alegria da abundância da água viva, escutando assiduamente Sua palavra, ou ainda não nos libertamos da insuficiência do poço do qual bebemos?

Oração Conjugal:

Continuando seu diálogo, Jesus prossegue: “Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.

Temos nos envolvido, juntos, em oração, na busca de uma nova vida, de uma nova verdade, e deixado a graça penetrar em nossa espiritualidade conjugal?

Dever de Sentar-se:

Jesus, cansado, se senta na beira do poço de Jacó. Jesus disse: “Dá-me de beber”. E depois, a mulher não vê mais em Jesus um judeu, mas um profeta e mais tarde, o messias e finalmente o salvador.

Temos, às vezes, mesmo cansados, sentado com nosso cônjuge ou nossos familiares, na presença do Espírito de Deus, aceitando o diálogo, pacientemente, e reconhecendo o sabor da água viva?

Regra de Vida:

A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise vir aqui para tirar”. A mulher abandona sua jarra, porque descobriu uma outra “água”.
Temos, paulatinamente, nos esforçado para abandonar a nossa jarra e, com regras de vida, optarmos por uma fonte que jorra para a vida eterna?

Meditação:

“Sou eu que falo contigo”, disse Jesus.

De modo pedagógico e delicado, Jesus conduziu a samaritana nos meandros da fé, a ponto de fazê-la compreender que tinha diante de si o Messias longamente esperado.

Em nossa meditação, estamos acolhendo o dom de Deus, na pessoa de Jesus, através de sua palavra?

Retiro Espiritual:

Jesus disse à samaritana: “Aquele que beber a água que eu vou dar, este nunca mais terá sede”. Todos buscam algo que lhes mate a sede, mas encontram apenas águas paradas. Jesus traz água viva corrente e faz com que a fonte brote de dentro de cada um.

Temos buscado uma intimidade com Deus, suficientemente sincera, para respondermos a Jesus que não teremos mais sede?

Vamos partilhar essas reflexões em nossa reunião mensal. Vamos assumir nossa identidade e compromisso cristãos com fidelidade. Assim estaremos vivendo a mística e o carisma do nosso Movimento. E certamente viveremos melhor!

Marluce e Olber
Eq. A7 – N.S. Aparecida
Itaúna-MG

(Extraído da Carta Mensal de junho de 2011)

domingo, 3 de julho de 2011

SER EQUIPISTA

Sou SCE das Equipes de Nossa Senhora, desde o ano de 2001, portanto, há bem menos tempo que muitos dos que lêem esta mensagem.

Embora há tão pouco tempo nas Equipes, sinto-me equipista, sou um SCE equipista e, tomo a liberdade de observar alguns pontos para reflexão.

1) Ser Equipista não é mérito, mas antes um compromisso. Compromisso que livremente o casal (não apenas um dos cônjuges), assume diante de Deus e de uma pequena comunidade de até sete casais.
Certamente imprevistos acontecem, mas quando é uma constante que um cônjuge vá só à reunião mensal, é preciso repensar o caminho do casal na equipe. Relembro que o compromisso foi assumido livremente. Vocês foram convidados, homem e mulher, o casal, a participarem do movimento das ENS, e quando se aceita um convite feito na liberdade, espera-se também que a resposta seja livre.

2) A Espiritualidade. Aqui está um ponto essencial no Movimento e, talvez, alguns casais ainda não despertaram para a sua importância. É fundamental para um casal equi¬pista que ele se alimente na espiri¬tualidade conjugal. O casal se fortalecerá espiritualmente nas reu-niões mensais, nos momentos de vida do Movimento, nas missas, nos retiros anuais.
É a espiritualidade conjugal um diferencial para o equipista, pois é ela que favorece a mútua compreensão do casal sobre os desígnios do Deus Amor Misericordioso para o seu matrimônio cristão. Sem a espiritualidade conjugal, faltará o fermento que favorece o crescimento em santidade do casal, na vida a dois e no lar.

3) Os Pontos Concretos de Esforço. Todos os anos, em todas as suas reuniões, talvez, casais lamentam não ter cumprido a contento os PCE. No entanto, faz-se necessário um questionamento: Por que todos os anos lamentamos as mesmas coisas e não mudamos nosso agir? Talvez estejamos frisando apenas os pontos concretos e esquecendo o esforço!
Para a realização dos PCE, exige-se um esforço, uma vontade viva, um desejo de melhorar, um impulso que nos leve a sair do comodismo e praticar o compromisso assumido, não pelo compromisso, mas porque é meio de santificar-nos, motivo pelo qual nos tornamos equipistas.

Me pergunto: como um casal equipista pode pertencer ao Movimento se ele não faz a Oração Conjugal? Não disponibiliza tempo para o Dever de Sentar-se? Não procura colocar para a vivência cotidiana uma autêntica Regra de Vida? Não procura se esforçar para participar do Retiro Anual? Descuida da Escuta da Palavra e, mais ainda, da Meditação? Será este um casal equipista?

Sabemos que os PCE não são a meta. A meta é viver melhor o batismo numa espiritualidade que brota do sacramento do Matrimônio. Mas os PCE são meios que favorecem ao casal uma constante reflexão e atuação na vida conjugal dos compromissos batismais. Não deveriam ser tratados como um peso, mas como um impulso a constantemente nos lançarmos para frente, para favorecer a caminhada a dois. Por isso, os PCE não são opcionais, mas fazem parte da vida de quem quer ser equipista de Nossa Senhora.

Casais que não participam da vida de equipe, não fazem o Retiro Anual, não se esforçam para cumprir os demais PCE, serão ainda equipistas, ou apenas estão no Movimento, distantes, porém, da sua mística e carisma?

4) Voltar ao primeiro amor.
Quando o casal foi convidado a participar do Movimento, foi pilotado e passou a integrar as Equipes, certamente terá experimentado o primeiro amor ao Movimento. Foi como aquele primeiro amor de juventude, a descoberta de algo novo e bom.
Passaram-se os anos. Vieram as alegrias, as dificuldades, os sofrimentos, as angústias, as esperanças, as luzes e as trevas, o amadurecimento.
Tudo isto vivido em equipe. Também vieram os muitos outros compromissos, os filhos, as obrigações com trabalho, Igreja e, assim, o cansaço, o comodismo e, por vezes, o esquecimento do primeiro amor.

É necessário, a cada Reunião de Equipe, uma volta ao primeiro amor. Retomar o que foi vivenciado naqueles primeiros anos de Movimento. Faz-se necessária uma volta ao princípio e, ainda hoje, perguntar-se: Por que entrei no movimento das Equipes de Nossa Senhora? E uma pergunta ainda mais profunda: desejo continuar equipista?

É importante que os casais possam responder com sinceridade de coração a estas perguntas. Possam fazer uma reflexão séria sobre a sua pertença ao Movimento. Que a resposta não seja de comodismo ou desânimo, mas um redescobrir o primeiro amor e voltar a assumir seus compromissos com a equipe e com toda a família equipista.

As Equipes de Nossa Senhora estão espalhadas por todo o mundo, mas precisamos continuar a levar a espiritualidade conjugal a tantos outros casais (não é necessário fazê-los equipistas para isso), para que eles possam descobrir a importância do matrimônio, onde os cônjuges se valorizem e se santifiquem mutuamente e possam ser testemunhas vivas de um verdadeiro amor a dois, e os dois vivam o amor com seus filhos e sejam evangelizadores, neste mundo que ainda não conhece Jesus Cristo.

Que o Deus, rico em misericórdia, abençoe a todos!

Padre Sérgio Rodrigues - SCE Setor B
Juiz de Fora/MG
Fonte: Carta Mensal Maio/2007

domingo, 26 de junho de 2011

A MEDITAÇÃO (Padre Miguel Batista - SCE da Super-Região Brasil)

“Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, sem nunca desistir.” (Lc 18,1)
 
Após a Escuta da Palavra, somos convidados a vivenciar o segundo PCE: A MEDITAÇÃO. Na meditação esta Palavra deve tornar-se vida. Para isso é preciso deixar-nos questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta. Deus nos chama a um lugar afastado (não se trata necessariamente de um lugar físico), para falar-nos ao coração. Este é o ponto “meditação”; aqui se encontra a singularidade pessoal. Antes da meditação é preciso pedir ao Senhor um coração grande, um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Para fazer sua meditação, “cada pessoa decide o que é apropriado para ela (quando, onde e como). O que parece mais importante para desenvolver essa profunda união com Deus é a perseverança e a regularidade” (Guia das ENS, p. 25).

A Escuta, sem a meditação é árida; a meditação, sem a Escuta, está sujeita a erros. A meditação traz uma claridade que vem de Deus, por meio de Jesus, na força do Espírito e que ilumina nossos gestos, palavras e ações. Tudo é banhado por essa claridade: vida pessoal, vida profissional, vida conjugal e familiar, vida de equipe, tristezas e alegrias, sucessos e fracassos, vida e morte. Maria, nossa mãe, é modelo de mulher orante para todos nós: “Maria, porém, conservava todos esses fatos, e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19.) A meditação é o ponto mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida; é o empenho de todas as nossas forças e faculdades para compreender e saborear aquilo que Deus nos dirige na Sagrada Escritura; é confrontar as várias referências que fomos capazes de recolher, a fim de buscar, para além das palavras, o mistério de Cristo. “E sua mãe conservava no coração todas essas coisas” (Lc 2,51c).

Inúmeras são as vezes que escutamos equipistas dizerem nas partilhas que não conseguiram tempo para fazer sua meditação. O Padre Caffarel nos lembra que a atitude de orar, meditar é tão vital quanto a necessidade de comer. “O cristão que não dedica diariamente dez a quinze minutos (1/96 avos do seu dia) a essa forma de oração que chamamos de oração interior permanecerá sempre infantil, ou melhor, definhará. Ele passará por crises graves, das quais não sairá com glória, ou talvez mesmo, nem conseguirá sair por muito tempo”.

Um abraço com carinho.

No Coração de Jesus,


Pe. Miguel Batista, SCJ.
SCE da Super-Região Brasil

(Extraído da Revista Carta Mensal das ENS - Junho de 2011)

domingo, 12 de junho de 2011

ENAMORADOS (Postado no Cantinho do Pe. Caffarel)