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domingo, 3 de julho de 2011

SER EQUIPISTA

Sou SCE das Equipes de Nossa Senhora, desde o ano de 2001, portanto, há bem menos tempo que muitos dos que lêem esta mensagem.

Embora há tão pouco tempo nas Equipes, sinto-me equipista, sou um SCE equipista e, tomo a liberdade de observar alguns pontos para reflexão.

1) Ser Equipista não é mérito, mas antes um compromisso. Compromisso que livremente o casal (não apenas um dos cônjuges), assume diante de Deus e de uma pequena comunidade de até sete casais.
Certamente imprevistos acontecem, mas quando é uma constante que um cônjuge vá só à reunião mensal, é preciso repensar o caminho do casal na equipe. Relembro que o compromisso foi assumido livremente. Vocês foram convidados, homem e mulher, o casal, a participarem do movimento das ENS, e quando se aceita um convite feito na liberdade, espera-se também que a resposta seja livre.

2) A Espiritualidade. Aqui está um ponto essencial no Movimento e, talvez, alguns casais ainda não despertaram para a sua importância. É fundamental para um casal equi¬pista que ele se alimente na espiri¬tualidade conjugal. O casal se fortalecerá espiritualmente nas reu-niões mensais, nos momentos de vida do Movimento, nas missas, nos retiros anuais.
É a espiritualidade conjugal um diferencial para o equipista, pois é ela que favorece a mútua compreensão do casal sobre os desígnios do Deus Amor Misericordioso para o seu matrimônio cristão. Sem a espiritualidade conjugal, faltará o fermento que favorece o crescimento em santidade do casal, na vida a dois e no lar.

3) Os Pontos Concretos de Esforço. Todos os anos, em todas as suas reuniões, talvez, casais lamentam não ter cumprido a contento os PCE. No entanto, faz-se necessário um questionamento: Por que todos os anos lamentamos as mesmas coisas e não mudamos nosso agir? Talvez estejamos frisando apenas os pontos concretos e esquecendo o esforço!
Para a realização dos PCE, exige-se um esforço, uma vontade viva, um desejo de melhorar, um impulso que nos leve a sair do comodismo e praticar o compromisso assumido, não pelo compromisso, mas porque é meio de santificar-nos, motivo pelo qual nos tornamos equipistas.

Me pergunto: como um casal equipista pode pertencer ao Movimento se ele não faz a Oração Conjugal? Não disponibiliza tempo para o Dever de Sentar-se? Não procura colocar para a vivência cotidiana uma autêntica Regra de Vida? Não procura se esforçar para participar do Retiro Anual? Descuida da Escuta da Palavra e, mais ainda, da Meditação? Será este um casal equipista?

Sabemos que os PCE não são a meta. A meta é viver melhor o batismo numa espiritualidade que brota do sacramento do Matrimônio. Mas os PCE são meios que favorecem ao casal uma constante reflexão e atuação na vida conjugal dos compromissos batismais. Não deveriam ser tratados como um peso, mas como um impulso a constantemente nos lançarmos para frente, para favorecer a caminhada a dois. Por isso, os PCE não são opcionais, mas fazem parte da vida de quem quer ser equipista de Nossa Senhora.

Casais que não participam da vida de equipe, não fazem o Retiro Anual, não se esforçam para cumprir os demais PCE, serão ainda equipistas, ou apenas estão no Movimento, distantes, porém, da sua mística e carisma?

4) Voltar ao primeiro amor.
Quando o casal foi convidado a participar do Movimento, foi pilotado e passou a integrar as Equipes, certamente terá experimentado o primeiro amor ao Movimento. Foi como aquele primeiro amor de juventude, a descoberta de algo novo e bom.
Passaram-se os anos. Vieram as alegrias, as dificuldades, os sofrimentos, as angústias, as esperanças, as luzes e as trevas, o amadurecimento.
Tudo isto vivido em equipe. Também vieram os muitos outros compromissos, os filhos, as obrigações com trabalho, Igreja e, assim, o cansaço, o comodismo e, por vezes, o esquecimento do primeiro amor.

É necessário, a cada Reunião de Equipe, uma volta ao primeiro amor. Retomar o que foi vivenciado naqueles primeiros anos de Movimento. Faz-se necessária uma volta ao princípio e, ainda hoje, perguntar-se: Por que entrei no movimento das Equipes de Nossa Senhora? E uma pergunta ainda mais profunda: desejo continuar equipista?

É importante que os casais possam responder com sinceridade de coração a estas perguntas. Possam fazer uma reflexão séria sobre a sua pertença ao Movimento. Que a resposta não seja de comodismo ou desânimo, mas um redescobrir o primeiro amor e voltar a assumir seus compromissos com a equipe e com toda a família equipista.

As Equipes de Nossa Senhora estão espalhadas por todo o mundo, mas precisamos continuar a levar a espiritualidade conjugal a tantos outros casais (não é necessário fazê-los equipistas para isso), para que eles possam descobrir a importância do matrimônio, onde os cônjuges se valorizem e se santifiquem mutuamente e possam ser testemunhas vivas de um verdadeiro amor a dois, e os dois vivam o amor com seus filhos e sejam evangelizadores, neste mundo que ainda não conhece Jesus Cristo.

Que o Deus, rico em misericórdia, abençoe a todos!

Padre Sérgio Rodrigues - SCE Setor B
Juiz de Fora/MG
Fonte: Carta Mensal Maio/2007

domingo, 26 de junho de 2011

A MEDITAÇÃO (Padre Miguel Batista - SCE da Super-Região Brasil)

“Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, sem nunca desistir.” (Lc 18,1)
 
Após a Escuta da Palavra, somos convidados a vivenciar o segundo PCE: A MEDITAÇÃO. Na meditação esta Palavra deve tornar-se vida. Para isso é preciso deixar-nos questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta. Deus nos chama a um lugar afastado (não se trata necessariamente de um lugar físico), para falar-nos ao coração. Este é o ponto “meditação”; aqui se encontra a singularidade pessoal. Antes da meditação é preciso pedir ao Senhor um coração grande, um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Para fazer sua meditação, “cada pessoa decide o que é apropriado para ela (quando, onde e como). O que parece mais importante para desenvolver essa profunda união com Deus é a perseverança e a regularidade” (Guia das ENS, p. 25).

A Escuta, sem a meditação é árida; a meditação, sem a Escuta, está sujeita a erros. A meditação traz uma claridade que vem de Deus, por meio de Jesus, na força do Espírito e que ilumina nossos gestos, palavras e ações. Tudo é banhado por essa claridade: vida pessoal, vida profissional, vida conjugal e familiar, vida de equipe, tristezas e alegrias, sucessos e fracassos, vida e morte. Maria, nossa mãe, é modelo de mulher orante para todos nós: “Maria, porém, conservava todos esses fatos, e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19.) A meditação é o ponto mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida; é o empenho de todas as nossas forças e faculdades para compreender e saborear aquilo que Deus nos dirige na Sagrada Escritura; é confrontar as várias referências que fomos capazes de recolher, a fim de buscar, para além das palavras, o mistério de Cristo. “E sua mãe conservava no coração todas essas coisas” (Lc 2,51c).

Inúmeras são as vezes que escutamos equipistas dizerem nas partilhas que não conseguiram tempo para fazer sua meditação. O Padre Caffarel nos lembra que a atitude de orar, meditar é tão vital quanto a necessidade de comer. “O cristão que não dedica diariamente dez a quinze minutos (1/96 avos do seu dia) a essa forma de oração que chamamos de oração interior permanecerá sempre infantil, ou melhor, definhará. Ele passará por crises graves, das quais não sairá com glória, ou talvez mesmo, nem conseguirá sair por muito tempo”.

Um abraço com carinho.

No Coração de Jesus,


Pe. Miguel Batista, SCJ.
SCE da Super-Região Brasil

(Extraído da Revista Carta Mensal das ENS - Junho de 2011)

domingo, 12 de junho de 2011

ENAMORADOS (Postado no Cantinho do Pe. Caffarel)

MANTER A FÉ MESMO NA TEMPESTADE (Postado no Cantinho do Pe. Caffarel)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

OS PONTOS CONCRETOS DE ESFORÇO - A MEDITAÇÃO