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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SOBRE AS OFERENDAS

Ó Deus, na festa de são Gregório Magno, seja-nos proveitoso este sacrifício que, ao ser oferecido na cruz, libertou do Pecado o mundo inteiro. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: O bom pastor dá a vida por suas ovelhas (Jo 10,11).
 Depois da comunhão
Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre os que saciastes com o Cristo que é o pão da vida, para que, na festa de são Gregório, cheguemos ao conhecimento da verdade e a realizemos pela caridade. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO GREGÓRIO MAGNO)
Pedro foi "a pedra" sobre a qual o cristianismo se edificou. Mas para isso foi usada uma argamassa feita da dedicação e da fé de muitos cristãos que o sucederam. Assim, a Igreja Católica se fez grande devido aos grandes papas que teve, dentre os quais temos o papa Gregório, chamado "o Magno", ou seja, o maior de todos, em sabedoria, inteligência e caridade.

Nascido em 540, na família Anícia, de tradição na Corte romana, muito rica, influente e poderosa, Gregório registrou de maneira indelével sua passagem na história da Igreja, deixando importantíssimas realizações, como, por exemplo, a instituiuição da observância do celibato, a introdução do pai-nosso na missa e o famoso "canto gregoriano". Foi muito amado pelo povo simples, por causa de sua extrema humildade, caridade e piedade.

Sua vocação surgiu na tenra infância, sendo educado num ambiente muito religioso - sua mãe, Sílvia, e duas de suas tias paternas, Tarsila e Emiliana, tornaram-se santas. As três mulheres foram as responsáveis, também, por sua formação cultural. Quando seu pai, Jordão, morreu, Gregório era muito jovem, mas já havia ingressado na vida pública, sendo o prefeito de Roma.

Nessa época, buscava refúgio na capital um grupo de monges beneditinos, cujo convento, em Montecassino, fora atacado pelos invasores longobardos. Gregório, então, deu-lhes um palácio na colina do Célio, onde fundaram um convento dedicado a santo André. Esse contato constante com eles fez explodir de vez sua vocação monástica. Assim, renunciou a tudo e foi para o convento que permitira fundar, onde vestiu o hábito beneditino. Mais tarde, declararia que seu tempo de monge foram os melhores anos de sua vida.

Como sua sabedoria não poderia ficar restrita apenas a um convento, o papa Pelágio nomeou-o para uma importante missão em Constantinopla. Nesse período, Gregório escreveu grande parte de sua obra literária. Chamado de volta a Roma, foi eleito abade do Convento de Santo André e, nessa função, ganhou fama por sua caridade e dedicação ao próximo.

Assim, após a morte do papa Pelágio, Gregório foi eleito seu sucessor. Porém, de constituição física pequena e já que desde o nascimento nunca teve boa saúde, relutou em aceitar o cargo. Chegou a escrever uma carta ao imperador, pedindo que o liberasse da função. Só que a carta nunca foi remetida pelos seus confrades e ele acabou tendo de assumir, um ano depois, sendo consagrado em 3 de setembro de 590.

Os quatorze anos de seu pontificado passaram para a história da Igreja como um período singular. Papa Gregório levou uma vida de monge, dispensou todos os leigos que serviam no palácio, exercendo um apostolado de muito trabalho, disciplina, moralidade e respeito às tradições da doutrina cristã. No comando da Igreja, orientou a conversão dos ingleses, protegeu os judeus da Itália contra a perseguição dos hereges e tomou todas as atitudes necessárias para que o cristianismo fosse respeitado por sua piedade, prudência e magnanimidade.

Morreu em 64, sendo sepultado na basílica de São Pedro. Os registros mostram que, durante o seu funeral, o povo já aclamava santo o papa Gregório Magno, honrado com o título de doutor da Igreja. Sua festa ocorre no dia em que foi consagrado papa.
 

O MAIS ADMIRÁVEL DA FALA DE JESUS CRISTO, ERA ESSE SABER HARMONIZAR A AUTORIDADE DIVINA COM A MAIS INCRÍVEL SIMPLICIDADE HUMANA

VIVÊNCIA:
Hoje vemos como a atividade de ensinar foi, para Jesus, a missão central de Sua vida pública. Porém a pregação de Jesus era muito diferente da dos outros mestres e isso fazia com que as pessoas se espantassem e se admirassem. Jesus falava com
uma autoridade vinda de Si próprio, pois Ele é Deus.
Precisamente aquela autoridade no Seu falar era o que dava força a Sua linguagem. Utilizava imagens vivas e concretas; palavras e imagens que extraía da própria natureza quando não das Sagradas Escrituras. Não há dúvida de que Jesus era um bom observador, homem próximo das situações humanas: ao mesmo tempo em que O vemos ensinando, também O contemplamos perto das pessoas fazendo-lhes o bem.
O mais admirável da fala de Jesus Cristo, era esse saber harmonizar a autoridade divina com a mais incrível simplicidade humana. Autoridade e simplicidade eram possíveis em Jesus graças ao conhecimento que possuía do Pai e de Sua relação de amorosa obediência... a Ele. Esta relação com o Pai é o que explica a harmonia única entre a grandeza e a humildade.
A autoridade de Seu falar não se ajustava aos parâmetros humanos; não havia disputa, nem interesses pessoais ou desejo de sobressair. Era uma autoridade que se manifestava tanto na sublimidade da palavra ou da ação como na humildade e simplicidade. Não houve nos seus lábios nem enaltecimento pessoal, nem soberba nem gritos. Mansidão, doçura, compreensão, paz, serenidade, misericórdia, verdade, luz, justiça eram a base da autoridade de Seus ensinos.
Sabemos que existem partes em nosso coração que ainda não foram curadas e que buscam afastar-nos do caminho da santidade. Devemos pedir ao Senhor que pronuncie Sua Palavra de autoridade sobre elas para que possamos ser transformados em novas criaturas.
ORAÇÃO:
Pai, fazei-me forte para enfrentar e vencer as forças malignas que cruzam meu caminho, tentando afastar-me de Vós. Amém!
A PAZ DE CRISTO!
“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volte o seu rosto para ti e te dê a paz!” (Nm6, 24-26)
http://www.nospassosdemaria.com.br/Evangelho.html Comentário ao Evangelho
A RUÍNA DO ESPÍRITO MAU
A desarticulação dos esquemas do espírito mau fazia parte do ministério de Jesus. Vítima das forças demoníacas, o ser humano via-se privado de sua dignidade e reduzido à condição de inimigo de Deus. A libertação tornava-se uma exigência premente. Em todas as circunstâncias em que se defrontou com alguém subjugado pelo espírito mau, Jesus não se furtou em socorrê-lo.
Assim aconteceu com o homem possuído por um espírito impuro, encontrado na sinagoga de Cafarnaum.
Não deixa de ser contraditória a presença de um possesso na assembléia litúrgica sinagogal, em dia de sábado. Tem-se a impressão de que ele foi lá só para se defrontar com o "Santo de Deus". Foi é a maneira como se dirigiu a Jesus.
O demônio constatou a inexistência de pontos em comum entre ele e Jesus. Aliás, pensou que este nada teria a ver com ele. Enganou-se! Ele está na mira do "Santo de Deus" para ser arruinado e ser obrigado a pôr fim à opressão imposta aos seres humanos. Estava chegando ao fim sua liberdade de ação. Doravante, iria defrontar-se com o Messias, o qual se colocaria sempre na defesa da pessoa que estivesse fragilizada por sua ação maligna.
O Mestre agiu com severidade, servindo-se da autoridade e do poder recebidos do Pai. E o homem, livre da opressão demoníaca, pode finalmente associar-se à assembléia cultual.

Oração
Espírito que desarticula o poder do mal, liberta todos os que vivem subjugados pelas forças malignas e, assim, impedidos de reconhecer o amor de Deus, manifestado em Jesus.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)

UM DIA DE JEJUM E ORAÇÃO PELA PAZ NA SÍRIA

AS QUATRO ESTAÇÕES DO DEVER DE SENTAR-SE

1. Nosso dever de sentar-se é como o OUTONO que produz frutos saborosos? Ou produz frutos amargos e azedos?

2. É como o INVERNO que gela o relacionamento do casal? Ou tem a lareira do amor para aquecê-lo?

3. É como a PRIMAVERA que floresce o jardim do amor? Ou produz flores sem aroma e espinhosas?

4. É como o VERÃO que queima e seca? Ou derrete o gelo do nosso coração e aquece o nosso amor conjugal e familiar?

Dever de sentar-se - Pista 1
1. O Casal - O cônjuge em relação ao outro.

• No meu relacionamento com o cônjuge tenho sido impelido mais pelo interesse ou pela sede de gozo ou posse, do que pelo desejo de agradar-lhe?
• Nos momentos de dificuldades: (doenças, economia em pane, perturbações emocionais) tenho procurado visualizar minha responsabilidade no evento ou, pelo contrário, tenho distinguido (em 1º lugar) a eventual "culpa" do outro?
• Tenho correspondido às graças sacramentais do matrimônio, vivendo unido ao outro em estabilidade e fidelidade?
• Minha fé no cônjuge é compromissada, isto é, tenho procurado valorizar seus dons?

2. O Casal em relação aos filhos

• Até que ponto, temos nos lembrado de que nossos filhos são, também, nossos irmãos inseridos no Corpo Místico de Cristo pelo batismo?
• Temos permitido que nossos filhos "cresçam" ou temos retardado a maturidade deles, com receio de perdê-los?

• Temo-nos preocupado em testemunhar-lhes amor gratuito, para que eles percebam o verdadeiro sentido de "estar a serviço"?
• Temo-lhes falado sobre vocação (em geral) e da necessidade de se prepararem para uma opção em relação a ela?

3. O Casal em relação à sua Equipe

• Nós nos sentimos compromissados com a nossa Equipe?
• Já nos demos conta de que aquele casal com o qual "menos simpatizamos", pode ser o mais necessitado de "simpatia", para crescer?
• Em nossa reunião mensal, temos co-participado nossos empenhos apostólicos para uma ajuda mútua? O que tem sido a co-participação em nossa Equipe?
• Temos feito esforços para, através da Equipe, chegar aos familiares de nossos companheiros ou, pelo contrário, temos-nos afastado de nossos familiares por causa da Equipe?

4. O casal e a Igreja

• Temos participado de cursos de preparação para o casamento, encontros com casais, ou temo-nos limitado a falar mal dos que defendem o divórcio, o aborto e a eutanásia no Brasil?

• Como membros da Igreja, temos sido "sal", "fermento" e "luz", no que toca a uma conscientização de "paternidade responsável", ou temos-nos limitado a ficar "profundamente magoados" ao ler, nos jornais, que o entupimento do esgoto de uma "Santa Casa" foi provocado pelos fetos abortados?

• Nossa família (eclesiola) tem se vinculado à Igreja, como presença ativa ou, apenas, como "assistente da Missa Dominical"?
• Como casal cristão, estamos dispostos a uma "generosa abertura para as outras famílias, inclusive de confissões cristãs diferentes, marginalizadas ou em processo de desintegração"? Como?

• Nosso relacionamento com a hierarquia é de mera "cordialidade", ou de fraterno interesse? Estamos esperando ser convidados a "participar" ou temo-nos colocado à disposição de servir?

5. O Casal e Deus
• Em face de todas essas observações, como anda a nossa vida de oração?

Dever de sentar-se - Pista 2
PARA MEDITAR:
“A caridade é paciente, a caridade é prestativa; não é invejosa, não é orgulhosa, não é arrogante, nada faz de inconveniente; não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor; não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (ICor 13,4-7).

“AMAR
É estar atento ao outro, procurar e querer seu bem, sua felicidade; alegrar-se com sua
alegria e com o que lhe agrada, não cobrar o que nos deve, mas lembrar sempre aquilo
que nós deixamos de dar; é olhar o outro com olhos tais que suscitem nele a alegria, evoquem possibilidades insuspeitadas, comuniquem novas forças.

AMAR
É ainda partilhar, mais pelo espírito que pela palavra; é dialogar, pôr em comum o que
se pensa e também o que se espera, ou o que se teme ou se receia, não aceitar o que separa, não se resignar em guardar só para si uma desconfiança, um rancor, a mágoa de uma palavra que nos foi dita.

AMAR
É esperar juntos, querer progredir juntos, amadurecer juntos, e, às vezes, juntos sofrer,
abrindo a dois os corações aos infinitos apelos dos outros, do mundo e de Deus.

ALGUMAS PISTAS

I -Conhecimento de si e ajuda mútua

• Procuramos dar-nos a conhecer, tal como somos hoje?
• Temos dificuldades em comunicar-nos? Preferimos o silêncio ao confronto?
• Sabemos exprimir nossa ternura, nossa gratidão? De que modo?
• Quais são os pontos que oferecem dificuldades ao nosso entendimento mútuo?
Por quê?
• Quais são atualmente nossas aspirações? Ousamos confiá-las ao outro?
• Ajudamo-nos a desenvolver nossa personalidade e nossos dons, tanto humanos como espirituais? Como?
• Rezamos juntos? Rezamos um pelo outro?
• Partilhamos com o cônjuge os apelos do Senhor? As luzes recebidas na oração, na leitura do Evangelho? Ajudamo-nos a progredir no amor de Deus e dos outros? Como?
II - Vida a dois

• Por que casamos ?
• Preocupamo-nos com a felicidade do outro?
• Quais foram os momentos mais felizes de nossa vida?
• Como é nosso relacionamento? (carinhoso, efusivo, respeitoso, indiferente...)
• Nos momentos difíceis, como: doenças, problemas econômicos, crises emocionais, qual é a nossa atitude? Vivemos reclamando? Culpamos o outro? Ou procuramos amenizar as preocupações?
• Dividimos as tarefas de casa?
• Mostramos interesse pelo trabalho do outro?
• Como organizamos os lazeres? Levamos em conta os gostos do outro?
• Que fazemos para manter nosso equilíbrio físico e psíquico? Nossa saúde?
• Administramos juntos nosso tempo e nossos bens? Qual é na prática, nossa hierarquia de valores?
• Como está nosso relacionamento sexual? É pra nós uma manifestação de amor, de comunhão, de dom recíproco – ou simplesmente satisfação física, procura egoísta de prazer, cada qual para si? Sentimos alegria ou apenas cumprimos um dever? Conversamos a este respeito?
• Procuramos juntos, a harmonia sexual? Como entendemos a castidade sexual?
• Nossa vida sexual tem um sentido de fecundidade? Quais são os nossos critérios para regular a natalidade? E nossos métodos? Foram escolhidos de comum acordo? Consideramos a palavra da Igreja neste ponto? Procuramos opinião de pessoas competentes?
• Somos Capazes de ascese em nossa vida sexual, visando um amor maior? Ascese de corpo, da imaginação, da afetividade?

III - Vida com os filhos

- Assumimos conjuntamente a responsabilidade de educar nossos filhos? E como podemos nos ajudar melhor nesta tarefa?
- Qual é a atmosfera de nossa casa? (alegria, liberdade, confiança? Ou tristeza, severidade, silêncio?)
- Sabemos encorajar nossos filhos? Em nossas exigências, distinguimos o essencial do secundário?
- Dedicamos tempo a eles? Sabemos brincar com eles, escutá-los, colaborar em suas tarefas escolares?
- Permitimos que participem da vida da casa, da organização dos lazeres, das deliberações sobre nossos planos?
- São moços ou já casados, colaboramos com eles sem interferir em suas decisões?
- Que visão da vida lhes damos, tanto através de nosso comportamento como das nossas palavras (primazia do sucesso material, do dinheiro, ou primazia do amor e do dom de si mesmo?)
- Mantemos contato com seus professores e amigos?
- Proporcionamos a eles uma formação sexual? Interessamo-nos por seus namoros?
- Agimos de comum acordo com um filho difícil?

IV - Nós e os outros

- Nosso lar é aberto ou fechado aos nossos amigos, parentes, vizinhos, ...?
- Interessamo-nos pelos outros nas horas de doença, de luto, de dificuldades financeiras, de crises e outros contratempos?
- Qual é nossa atitude em relação à família, aos amigos, aos vizinhos, aos que encontramos ocasionalmente? (abertura, atenção, benevolência, acolhimento, ou indiferença, esquecimento?)
- Quais são nossos engajamentos a serviço dos outros, na Igreja, na comunidade? Foram aceitos de comum acordo? Revisamo-nos juntos de vem em quando?
- Nossa maneira de viver leva a testemunhar Cristo e o Evangelho, ou se enquadra na procura de conforto e de satisfações materiais?
Se você chegou até o fim dessa reflexão com certeza fará o dever de sentar - se,
então mãos à obra.

SOMENTE QUEM ADORA O MISTÉRIO, ACOLHENDO-O NA PRÓPRIA VIDA, DEMONSTRA TER COMPREENDIDO O QUE ESTÁ CELEBRANDO



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Liturgia: Mistério da Salvação - Parte IV

Neste quarto artigo sobre os ensinamentos de Monsenhor Guido Marini, o leitor é convidado a fazer uma reflexão sobre o real sentido da participação ativa durante a liturgia.
Os santos são os melhores exemplos de participação ativa na Liturgia da Igreja. Sendo a santidade o principal efeito de uma profunda vivência litúrgica, nada mais natural que sejam eles as primeiras referências neste assunto, que foi tratado de forma tão especial pelo Concílio Vaticano II. Santo Tomás de Aquino, por exemplo, não podia celebrar os Santos Mistérios sem derramar copiosas lágrimas diante da Eucaristia. De acordo com alguns biógrafos, o doutor angélico tinha o costume de encostar a cabeça no Tabernáculo, a fim de sentir o palpitar do Sagrado Coração de Jesus. Santo Tomás dizia que a Eucaristia era o sacramento da Paixão do Senhor e que, portanto, "tudo que é efeito da Paixão de nosso Senhor, é também efeito desse sacramento, não sendo esse outra coisa que não a aplicação em nós da Paixão do Senhor".
Outro santo a indicar a correta vivência da liturgia é São Padre Pio de Pietrelcina. Quando perguntaram a ele como um fiel deveria assistir à Santa Missa, logo respondeu: "Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da cruz". Na Celebração, o homem é levado a reconhecer a Páscoa de Cristo - assim como o centurião a reconheceu - e a adorá-lo "em espírito e em verdade". Deste modo, explica o mestre de cerimônias pontifícias, Monsenhor Guido Marini, "não é possível participar sem adorar". Em linhas gerais, resume a Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a liturgia, do Concílio Vatincano II:
"É por isso que a Igreja procura, solícita e cuidadosa, que os cristãos não entrem neste mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, ativa e piedosamente, por meio duma boa compreensão dos ritos e orações; sejam instruídos pela palavra de Deus; alimentem-se à mesa do Corpo do Senhor; dêem graças a Deus; aprendam a oferecer-se a si mesmos, ao oferecer juntamente com o sacerdote, que não só pelas mãos dele, a hóstia imaculada; que, dia após dia, por Cristo mediador (38), progridam na unidade com Deus e entre si, para que finalmente Deus seja tudo em todos".
Por outro lado, ao longo dos últimos anos, pôde-se perceber um enorme distanciamento de muitas comunidades da correta participação ativa, tal como pede a Igreja. Infelizmente, essa má interpretação do que quer dizer a Constituição Sacrosanctum Conciliumm introduziu uma série de abusos e falsas inculturações, ao ponto de a Santa Missa acabar se tornando mais um espetáculo de bizarrices, que o Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, também reduziu-se a participação dos fiéis a atividades como leitura, canto ou alguns gestos que, em muitos casos, não expressam a realidade do momento litúrgico. É verdade que, quando bem realizado, o serviço próprio de cada um durante a Celebração Eucarística é participação ativa, mas, alerta Guido Marini, "tudo isso não significaria participação verdadeiramente ativa, se não conduzisse para a adoração do mistério da salvação em Cristo Jesus, morto e ressuscitado por nós".
A Sacrosanctum Concilium age de forma contundente a favor da obediência às normas litúrgicas, "de modo que nos seminários e institutos religiosos a vida seja totalmente impregnada de espírito litúrgico" (17). Além disso, exorta os sacerdotes para que "guiem o rebanho não só com palavras mas também com o exemplo" (19). Proíbe expressamente falsas criatividades quando determina que além da Santa Sé e dos bispos em comunhão com ela, "ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica" (22). Finalmente, pede para que "não se introduza inovações, a não ser que uma utilidade autêntica e certa da Igreja o exija, e com a preocupação de que as novas formas como que surjam a partir das já existentes" (23). Perante essas prerrogativas parece óbvio o quanto certas celebrações mundo à fora estão afastadas do espírito litúrgico pedido pelo Concílio Vaticano II.
Urge, pois, redescobrir a beleza contida na autêntica celebração litúrgica dos mistérios cristãos, para que assim - e somente assim - tanto sacerdotes, quanto fiéis, possam saborear a ação salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, esclarece o Monsenhor Guido Marini, "somente quem adora o mistério, acolhendo-o na própria vida, demonstra ter compreendido o que está celebrando e, portanto, ser verdadeiramente participante da graça do ato litúrgico".
Por Equipe Christo Nihil Praeponere