quarta-feira, 11 de setembro de 2013
SOBRE AS OFERENDAS
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EQUIPE 12 - NOSSA SENHORA DO CARMO (Setor Lagos - Região Rio IV - Província Leste - Super Região Brasil)
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O MAIS ADMIRÁVEL DA FALA DE JESUS CRISTO, ERA ESSE SABER HARMONIZAR A AUTORIDADE DIVINA COM A MAIS INCRÍVEL SIMPLICIDADE HUMANA
VIVÊNCIA:
Hoje vemos como a atividade de ensinar foi, para Jesus, a missão central de Sua vida pública. Porém a pregação de Jesus era muito diferente da dos outros mestres e isso fazia com que as pessoas se espantassem e se admirassem. Jesus falava com uma autoridade vinda de Si próprio, pois Ele é Deus.
Precisamente aquela autoridade no Seu falar era o que dava força a Sua linguagem. Utilizava imagens vivas e concretas; palavras e imagens que extraía da própria natureza quando não das Sagradas Escrituras. Não há dúvida de que Jesus era um bom observador, homem próximo das situações humanas: ao mesmo tempo em que O vemos ensinando, também O contemplamos perto das pessoas fazendo-lhes o bem.
O mais admirável da fala de Jesus Cristo, era esse saber harmonizar a autoridade divina com a mais incrível simplicidade humana. Autoridade e simplicidade eram possíveis em Jesus graças ao conhecimento que possuía do Pai e de Sua relação de amorosa obediência... a Ele. Esta relação com o Pai é o que explica a harmonia única entre a grandeza e a humildade.
A autoridade de Seu falar não se ajustava aos parâmetros humanos; não havia disputa, nem interesses pessoais ou desejo de sobressair. Era uma autoridade que se manifestava tanto na sublimidade da palavra ou da ação como na humildade e simplicidade. Não houve nos seus lábios nem enaltecimento pessoal, nem soberba nem gritos. Mansidão, doçura, compreensão, paz, serenidade, misericórdia, verdade, luz, justiça eram a base da autoridade de Seus ensinos.
Sabemos que existem partes em nosso coração que ainda não foram curadas e que buscam afastar-nos do caminho da santidade. Devemos pedir ao Senhor que pronuncie Sua Palavra de autoridade sobre elas para que possamos ser transformados em novas criaturas.
ORAÇÃO:
Pai, fazei-me forte para enfrentar e vencer as forças malignas que cruzam meu caminho, tentando afastar-me de Vós. Amém!
A PAZ DE CRISTO!
“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volte o seu rosto para ti e te dê a paz!” (Nm6, 24-26)
http://www.nospassosdemaria.com.br/Evangelho.html Comentário ao Evangelho
A RUÍNA DO ESPÍRITO MAU
A desarticulação dos esquemas do espírito mau fazia parte do ministério de Jesus. Vítima das forças demoníacas, o ser humano via-se privado de sua dignidade e reduzido à condição de inimigo de Deus. A libertação tornava-se uma exigência premente. Em todas as circunstâncias em que se defrontou com alguém subjugado pelo espírito mau, Jesus não se furtou em socorrê-lo.
Assim aconteceu com o homem possuído por um espírito impuro, encontrado na sinagoga de Cafarnaum.
Não deixa de ser contraditória a presença de um possesso na assembléia litúrgica sinagogal, em dia de sábado. Tem-se a impressão de que ele foi lá só para se defrontar com o "Santo de Deus". Foi é a maneira como se dirigiu a Jesus.
O demônio constatou a inexistência de pontos em comum entre ele e Jesus. Aliás, pensou que este nada teria a ver com ele. Enganou-se! Ele está na mira do "Santo de Deus" para ser arruinado e ser obrigado a pôr fim à opressão imposta aos seres humanos. Estava chegando ao fim sua liberdade de ação. Doravante, iria defrontar-se com o Messias, o qual se colocaria sempre na defesa da pessoa que estivesse fragilizada por sua ação maligna.
O Mestre agiu com severidade, servindo-se da autoridade e do poder recebidos do Pai. E o homem, livre da opressão demoníaca, pode finalmente associar-se à assembléia cultual.
Oração
Espírito que desarticula o poder do mal, liberta todos os que vivem subjugados pelas forças malignas e, assim, impedidos de reconhecer o amor de Deus, manifestado em Jesus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Hoje vemos como a atividade de ensinar foi, para Jesus, a missão central de Sua vida pública. Porém a pregação de Jesus era muito diferente da dos outros mestres e isso fazia com que as pessoas se espantassem e se admirassem. Jesus falava com uma autoridade vinda de Si próprio, pois Ele é Deus.
Precisamente aquela autoridade no Seu falar era o que dava força a Sua linguagem. Utilizava imagens vivas e concretas; palavras e imagens que extraía da própria natureza quando não das Sagradas Escrituras. Não há dúvida de que Jesus era um bom observador, homem próximo das situações humanas: ao mesmo tempo em que O vemos ensinando, também O contemplamos perto das pessoas fazendo-lhes o bem.
O mais admirável da fala de Jesus Cristo, era esse saber harmonizar a autoridade divina com a mais incrível simplicidade humana. Autoridade e simplicidade eram possíveis em Jesus graças ao conhecimento que possuía do Pai e de Sua relação de amorosa obediência... a Ele. Esta relação com o Pai é o que explica a harmonia única entre a grandeza e a humildade.
A autoridade de Seu falar não se ajustava aos parâmetros humanos; não havia disputa, nem interesses pessoais ou desejo de sobressair. Era uma autoridade que se manifestava tanto na sublimidade da palavra ou da ação como na humildade e simplicidade. Não houve nos seus lábios nem enaltecimento pessoal, nem soberba nem gritos. Mansidão, doçura, compreensão, paz, serenidade, misericórdia, verdade, luz, justiça eram a base da autoridade de Seus ensinos.
Sabemos que existem partes em nosso coração que ainda não foram curadas e que buscam afastar-nos do caminho da santidade. Devemos pedir ao Senhor que pronuncie Sua Palavra de autoridade sobre elas para que possamos ser transformados em novas criaturas.
ORAÇÃO:
Pai, fazei-me forte para enfrentar e vencer as forças malignas que cruzam meu caminho, tentando afastar-me de Vós. Amém!
A PAZ DE CRISTO!
“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volte o seu rosto para ti e te dê a paz!” (Nm6, 24-26)
http://www.nospassosdemaria.com.br/Evangelho.html Comentário ao Evangelho
A RUÍNA DO ESPÍRITO MAU
A desarticulação dos esquemas do espírito mau fazia parte do ministério de Jesus. Vítima das forças demoníacas, o ser humano via-se privado de sua dignidade e reduzido à condição de inimigo de Deus. A libertação tornava-se uma exigência premente. Em todas as circunstâncias em que se defrontou com alguém subjugado pelo espírito mau, Jesus não se furtou em socorrê-lo.
Assim aconteceu com o homem possuído por um espírito impuro, encontrado na sinagoga de Cafarnaum.
Não deixa de ser contraditória a presença de um possesso na assembléia litúrgica sinagogal, em dia de sábado. Tem-se a impressão de que ele foi lá só para se defrontar com o "Santo de Deus". Foi é a maneira como se dirigiu a Jesus.
O demônio constatou a inexistência de pontos em comum entre ele e Jesus. Aliás, pensou que este nada teria a ver com ele. Enganou-se! Ele está na mira do "Santo de Deus" para ser arruinado e ser obrigado a pôr fim à opressão imposta aos seres humanos. Estava chegando ao fim sua liberdade de ação. Doravante, iria defrontar-se com o Messias, o qual se colocaria sempre na defesa da pessoa que estivesse fragilizada por sua ação maligna.
O Mestre agiu com severidade, servindo-se da autoridade e do poder recebidos do Pai. E o homem, livre da opressão demoníaca, pode finalmente associar-se à assembléia cultual.
Oração
Espírito que desarticula o poder do mal, liberta todos os que vivem subjugados pelas forças malignas e, assim, impedidos de reconhecer o amor de Deus, manifestado em Jesus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
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EQUIPE 12 - NOSSA SENHORA DO CARMO (Setor Lagos - Região Rio IV - Província Leste - Super Região Brasil)
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UM DIA DE JEJUM E ORAÇÃO PELA PAZ NA SÍRIA
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EQUIPE 12 - NOSSA SENHORA DO CARMO (Setor Lagos - Região Rio IV - Província Leste - Super Região Brasil)
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03:32
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AS QUATRO ESTAÇÕES DO DEVER DE SENTAR-SE
1. Nosso dever de sentar-se é como o OUTONO que produz frutos saborosos? Ou produz frutos amargos e azedos?
2. É como o INVERNO que gela o relacionamento do casal? Ou tem a lareira do amor para aquecê-lo?
3. É como a PRIMAVERA que floresce o jardim do amor? Ou produz flores sem aroma e espinhosas?
4. É como o VERÃO que queima e seca? Ou derrete o gelo do nosso coração e aquece o nosso amor conjugal e familiar?
Dever de sentar-se - Pista 1
1. O Casal - O cônjuge em relação ao outro.
• No meu relacionamento com o cônjuge tenho sido impelido mais pelo
interesse ou pela sede de gozo ou posse, do que pelo desejo de
agradar-lhe?
• Nos momentos de dificuldades: (doenças, economia em
pane, perturbações emocionais) tenho procurado visualizar minha
responsabilidade no evento ou, pelo contrário, tenho distinguido (em 1º
lugar) a eventual "culpa" do outro?
• Tenho correspondido às graças sacramentais do matrimônio, vivendo unido ao outro em estabilidade e fidelidade?
• Minha fé no cônjuge é compromissada, isto é, tenho procurado valorizar seus dons?
2. O Casal em relação aos filhos
• Até que ponto, temos nos lembrado de que nossos filhos são, também,
nossos irmãos inseridos no Corpo Místico de Cristo pelo batismo?
• Temos permitido que nossos filhos "cresçam" ou temos retardado a maturidade deles, com receio de perdê-los?
• Temo-nos preocupado em testemunhar-lhes amor gratuito, para que eles percebam o verdadeiro sentido de "estar a serviço"?
• Temo-lhes falado sobre vocação (em geral) e da necessidade de se prepararem para uma opção em relação a ela?
3. O Casal em relação à sua Equipe
• Nós nos sentimos compromissados com a nossa Equipe?
• Já nos demos conta de que aquele casal com o qual "menos
simpatizamos", pode ser o mais necessitado de "simpatia", para crescer?
• Em nossa reunião mensal, temos co-participado nossos empenhos
apostólicos para uma ajuda mútua? O que tem sido a co-participação em
nossa Equipe?
• Temos feito esforços para, através da Equipe, chegar
aos familiares de nossos companheiros ou, pelo contrário, temos-nos
afastado de nossos familiares por causa da Equipe?
4. O casal e a Igreja
• Temos participado de cursos de preparação para o casamento, encontros
com casais, ou temo-nos limitado a falar mal dos que defendem o
divórcio, o aborto e a eutanásia no Brasil?
• Como membros da
Igreja, temos sido "sal", "fermento" e "luz", no que toca a uma
conscientização de "paternidade responsável", ou temos-nos limitado a
ficar "profundamente magoados" ao ler, nos jornais, que o entupimento do
esgoto de uma "Santa Casa" foi provocado pelos fetos abortados?
• Nossa família (eclesiola) tem se vinculado à Igreja, como presença ativa ou, apenas, como "assistente da Missa Dominical"?
• Como casal cristão, estamos dispostos a uma "generosa abertura para
as outras famílias, inclusive de confissões cristãs diferentes,
marginalizadas ou em processo de desintegração"? Como?
• Nosso
relacionamento com a hierarquia é de mera "cordialidade", ou de fraterno
interesse? Estamos esperando ser convidados a "participar" ou temo-nos
colocado à disposição de servir?
5. O Casal e Deus
• Em face de todas essas observações, como anda a nossa vida de oração?
Dever de sentar-se - Pista 2
PARA MEDITAR:
“A caridade é paciente, a caridade é prestativa; não é invejosa, não é
orgulhosa, não é arrogante, nada faz de inconveniente; não procura seu
próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor; não se alegra com a
injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo
espera, tudo suporta.” (ICor 13,4-7).
“AMAR
É estar atento ao outro, procurar e querer seu bem, sua felicidade; alegrar-se com sua
alegria e com o que lhe agrada, não cobrar o que nos deve, mas lembrar sempre aquilo
que nós deixamos de dar; é olhar o outro com olhos tais que suscitem
nele a alegria, evoquem possibilidades insuspeitadas, comuniquem novas
forças.
AMAR
É ainda partilhar, mais pelo espírito que pela palavra; é dialogar, pôr em comum o que
se pensa e também o que se espera, ou o que se teme ou se receia, não
aceitar o que separa, não se resignar em guardar só para si uma
desconfiança, um rancor, a mágoa de uma palavra que nos foi dita.
AMAR
É esperar juntos, querer progredir juntos, amadurecer juntos, e, às vezes, juntos sofrer,
abrindo a dois os corações aos infinitos apelos dos outros, do mundo e de Deus.
ALGUMAS PISTAS
I -Conhecimento de si e ajuda mútua
• Procuramos dar-nos a conhecer, tal como somos hoje?
• Temos dificuldades em comunicar-nos? Preferimos o silêncio ao confronto?
• Sabemos exprimir nossa ternura, nossa gratidão? De que modo?
• Quais são os pontos que oferecem dificuldades ao nosso entendimento mútuo?
Por quê?
• Quais são atualmente nossas aspirações? Ousamos confiá-las ao outro?
• Ajudamo-nos a desenvolver nossa personalidade e nossos dons, tanto humanos como espirituais? Como?
• Rezamos juntos? Rezamos um pelo outro?
• Partilhamos com o cônjuge os apelos do Senhor? As luzes recebidas na
oração, na leitura do Evangelho? Ajudamo-nos a progredir no amor de Deus
e dos outros? Como?
II - Vida a dois
• Por que casamos ?
• Preocupamo-nos com a felicidade do outro?
• Quais foram os momentos mais felizes de nossa vida?
• Como é nosso relacionamento? (carinhoso, efusivo, respeitoso, indiferente...)
• Nos momentos difíceis, como: doenças, problemas econômicos, crises
emocionais, qual é a nossa atitude? Vivemos reclamando? Culpamos o
outro? Ou procuramos amenizar as preocupações?
• Dividimos as tarefas de casa?
• Mostramos interesse pelo trabalho do outro?
• Como organizamos os lazeres? Levamos em conta os gostos do outro?
• Que fazemos para manter nosso equilíbrio físico e psíquico? Nossa saúde?
• Administramos juntos nosso tempo e nossos bens? Qual é na prática, nossa hierarquia de valores?
• Como está nosso relacionamento sexual? É pra nós uma manifestação de
amor, de comunhão, de dom recíproco – ou simplesmente satisfação física,
procura egoísta de prazer, cada qual para si? Sentimos alegria ou
apenas cumprimos um dever? Conversamos a este respeito?
• Procuramos juntos, a harmonia sexual? Como entendemos a castidade sexual?
• Nossa vida sexual tem um sentido de fecundidade? Quais são os nossos
critérios para regular a natalidade? E nossos métodos? Foram escolhidos
de comum acordo? Consideramos a palavra da Igreja neste ponto?
Procuramos opinião de pessoas competentes?
• Somos Capazes de ascese em nossa vida sexual, visando um amor maior? Ascese de corpo, da imaginação, da afetividade?
III - Vida com os filhos
- Assumimos conjuntamente a responsabilidade de educar nossos filhos? E como podemos nos ajudar melhor nesta tarefa?
- Qual é a atmosfera de nossa casa? (alegria, liberdade, confiança? Ou tristeza, severidade, silêncio?)
- Sabemos encorajar nossos filhos? Em nossas exigências, distinguimos o essencial do secundário?
- Dedicamos tempo a eles? Sabemos brincar com eles, escutá-los, colaborar em suas tarefas escolares?
- Permitimos que participem da vida da casa, da organização dos lazeres, das deliberações sobre nossos planos?
- São moços ou já casados, colaboramos com eles sem interferir em suas decisões?
- Que visão da vida lhes damos, tanto através de nosso comportamento
como das nossas palavras (primazia do sucesso material, do dinheiro, ou
primazia do amor e do dom de si mesmo?)
- Mantemos contato com seus professores e amigos?
- Proporcionamos a eles uma formação sexual? Interessamo-nos por seus namoros?
- Agimos de comum acordo com um filho difícil?
IV - Nós e os outros
- Nosso lar é aberto ou fechado aos nossos amigos, parentes, vizinhos, ...?
- Interessamo-nos pelos outros nas horas de doença, de luto, de dificuldades financeiras, de crises e outros contratempos?
- Qual é nossa atitude em relação à família, aos amigos, aos vizinhos,
aos que encontramos ocasionalmente? (abertura, atenção, benevolência,
acolhimento, ou indiferença, esquecimento?)
- Quais são nossos
engajamentos a serviço dos outros, na Igreja, na comunidade? Foram
aceitos de comum acordo? Revisamo-nos juntos de vem em quando?
-
Nossa maneira de viver leva a testemunhar Cristo e o Evangelho, ou se
enquadra na procura de conforto e de satisfações materiais?
Se você chegou até o fim dessa reflexão com certeza fará o dever de sentar - se,
então mãos à obra.
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EQUIPE 12 - NOSSA SENHORA DO CARMO (Setor Lagos - Região Rio IV - Província Leste - Super Região Brasil)
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03:29
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SOMENTE QUEM ADORA O MISTÉRIO, ACOLHENDO-O NA PRÓPRIA VIDA, DEMONSTRA TER COMPREENDIDO O QUE ESTÁ CELEBRANDO
Liturgia: Mistério da Salvação - Parte IV
Neste
quarto artigo sobre os ensinamentos de Monsenhor Guido Marini, o leitor
é convidado a fazer uma reflexão sobre o real sentido da participação
ativa durante a liturgia.
Os santos são os melhores exemplos de participação ativa na Liturgia
da Igreja. Sendo a santidade o principal efeito de uma profunda vivência
litúrgica, nada mais natural que sejam eles as primeiras referências
neste assunto, que foi tratado de forma tão especial pelo Concílio
Vaticano II. Santo Tomás de Aquino, por exemplo, não podia celebrar os
Santos Mistérios sem derramar copiosas lágrimas diante da Eucaristia. De
acordo com alguns biógrafos, o doutor angélico tinha o costume de
encostar a cabeça no Tabernáculo, a fim de sentir o palpitar do Sagrado
Coração de Jesus. Santo Tomás dizia que a Eucaristia era o sacramento da
Paixão do Senhor e que, portanto, "tudo que é efeito da Paixão
de nosso Senhor, é também efeito desse sacramento, não sendo esse outra
coisa que não a aplicação em nós da Paixão do Senhor".
Outro santo a indicar a correta vivência da liturgia é São Padre Pio
de Pietrelcina. Quando perguntaram a ele como um fiel deveria assistir à
Santa Missa, logo respondeu: "Como a assistiam a Santa Virgem Maria e
as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e
ao Sacrifício sangrento da cruz". Na Celebração, o homem é levado a
reconhecer a Páscoa de Cristo - assim como o centurião a reconheceu - e a
adorá-lo "em espírito e em verdade". Deste modo, explica o mestre de
cerimônias pontifícias, Monsenhor Guido Marini, "não é possível participar sem adorar". Em linhas gerais, resume a Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a liturgia, do Concílio Vatincano II:
"É por isso que a Igreja procura, solícita e cuidadosa,
que os cristãos não entrem neste mistério de fé como estranhos ou
espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, ativa e
piedosamente, por meio duma boa compreensão dos ritos e orações; sejam
instruídos pela palavra de Deus; alimentem-se à mesa do Corpo do Senhor;
dêem graças a Deus; aprendam a oferecer-se a si mesmos, ao oferecer
juntamente com o sacerdote, que não só pelas mãos dele, a hóstia
imaculada; que, dia após dia, por Cristo mediador (38), progridam na
unidade com Deus e entre si, para que finalmente Deus seja tudo em
todos".
Por outro lado, ao longo dos últimos anos, pôde-se
perceber um enorme distanciamento de muitas comunidades da correta
participação ativa, tal como pede a Igreja. Infelizmente, essa má
interpretação do que quer dizer a Constituição Sacrosanctum Conciliumm
introduziu uma série de abusos e falsas inculturações, ao ponto de a
Santa Missa acabar se tornando mais um espetáculo de bizarrices, que o
Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, também
reduziu-se a participação dos fiéis a atividades como leitura, canto ou
alguns gestos que, em muitos casos, não expressam a realidade do
momento litúrgico. É verdade que, quando bem realizado, o serviço
próprio de cada um durante a Celebração Eucarística é participação
ativa, mas, alerta Guido Marini, "tudo isso não significaria
participação verdadeiramente ativa, se não conduzisse para a adoração do
mistério da salvação em Cristo Jesus, morto e ressuscitado por nós".
A Sacrosanctum Concilium age de forma contundente a favor da
obediência às normas litúrgicas, "de modo que nos seminários e
institutos religiosos a vida seja totalmente impregnada de espírito
litúrgico" (17). Além disso, exorta os sacerdotes para que "guiem o
rebanho não só com palavras mas também com o exemplo" (19). Proíbe
expressamente falsas criatividades quando determina que além da Santa Sé
e dos bispos em comunhão com ela, "ninguém mais, mesmo que seja
sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar
seja o que for em matéria litúrgica" (22). Finalmente, pede
para que "não se introduza inovações, a não ser que uma utilidade
autêntica e certa da Igreja o exija, e com a preocupação de que as novas
formas como que surjam a partir das já existentes" (23). Perante essas
prerrogativas parece óbvio o quanto certas celebrações mundo à fora
estão afastadas do espírito litúrgico pedido pelo Concílio Vaticano II.
Urge, pois, redescobrir a beleza contida na autêntica celebração litúrgica
dos mistérios cristãos, para que assim - e somente assim - tanto
sacerdotes, quanto fiéis, possam saborear a ação salvífica de Nosso
Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, esclarece o Monsenhor Guido Marini, "somente
quem adora o mistério, acolhendo-o na própria vida, demonstra ter
compreendido o que está celebrando e, portanto, ser verdadeiramente
participante da graça do ato litúrgico".
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Tags: Sacrifício, Santos, Liturgia, Santa Missa, Calvário
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EQUIPE 12 - NOSSA SENHORA DO CARMO (Setor Lagos - Região Rio IV - Província Leste - Super Região Brasil)
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